Manutenção preditiva utiliza informações sobre a condição dos ativos para apoiar decisões sobre quando e como intervir.

O objetivo não é instalar sensores em todos os equipamentos. É identificar onde monitoramento, análise e engenharia podem contribuir para reduzir incerteza e antecipar problemas relevantes.

Preventiva x preditiva

Na manutenção preventiva, intervenções normalmente seguem planos e periodicidades previamente definidos. Na preditiva, a condição do ativo também participa da decisão.

Isso permite uma pergunta diferente: o equipamento realmente apresenta sinais que justificam intervenção?

Como estruturar

1. Criticidade

Nem todo ativo precisa ser monitorado da mesma maneira.

2. Variável

Definir quais condições podem indicar degradação: vibração, temperatura, corrente, pressão, ruído, consumo.

3. Coleta

Pode envolver inspeção, instrumentos ou sensores.

4. Análise

O dado precisa ser interpretado dentro do contexto do equipamento.

5. Ação

Uma anomalia deve gerar decisão, inspeção ou ordem de serviço.

Sensor não é manutenção preditiva

Instalar IoT sem processo pode apenas gerar mais dados. O ciclo completo é:

AtivoDadoTendênciaAnomaliaAnáliseDecisãoIntervençãoHistórico

Onde aplicar?

A priorização deve considerar criticidade, custo da falha, frequência de falha, capacidade de monitoramento, redundância e custo da solução.

Indicadores

  • MTBF
  • MTTR
  • Falhas críticas
  • Reincidência
  • Disponibilidade
  • Intervenções planejadas versus emergenciais

Abordagem LF

A LF conecta manutenção preditiva à estratégia global de manutenção. O objetivo não é substituir automaticamente preventiva ou corretiva, mas definir a combinação adequada para cada classe de ativo.